Reitor quer levar aos africanos lusófonos ensino a distância
O presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), Ronaldo Tadeu Pena, está desenvolvendo uma proposta, que será apresentada ao conselho da instituição, para levar aos países africanos cursos de ensino a distância.
Segundo Pena, que é também reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o projeto passa pela articulação das universidades brasileiras, e eventualmente também de academias portuguesas, para que os cursos que já estejam sendo usados possam ser repassados às instituições dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
"É um projeto muito dependente da rede mundial de computadores e só poderia ser desenvolvido em lugares onde há Internet. Mas é uma ideia viável que vou tentar levar adiante", disse o presidente da AULP à Agência Lusa.
Ao passar a tecnologia para os membros mais pobres da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), será necessário haver uma formação dos professores que comandarão os projetos em cada um dos cinco membros da PALOP.
Pena apresentará formalmente a proposta ao conselho da AULP numa reunião em fevereiro do ano que vem, em Lisboa, capital lusa.
Pós-graduação
Outro projeto do reitor da UFMG é fazer um levantamento dos cursos de pós-graduação do Brasil e escolher aqueles de qualidade reconhecida para receber alunos da América Latina e África.
De acordo com Pena, a seleção dos estudantes seria feita pelos próprios cursos, que poderiam oferecer um total de 500 a 600 bolsas.
Os custos com as passagens e a bolsa seriam arcados pelo governo brasileiro.
"O Brasil está predestinado a ter um papel preponderante no mundo e este protagonismo tem de ser diferente do que já se viu. O importante é compartilhar e não submeter e, neste sentido, o papel da educação é fundamental, porque a educação liberta", concluiu.
Data: 11/25/2008 12:00:00 AM
Fonte: UOL