Qualidade é principal desafio da EAD, diz secretário
Apesar de ter recuperado o atraso no desenvolvimento do ensino a distância, o Brasil ainda precisa lutar por qualidade no sistema. É o que pensa o secretário de educação a distância do MEC (Ministério de Educação a Distância), Carlos Eduardo Bielschowsky, cuja opinião foi revelada em discurso proferido durante a cerimônia de abertura do 14º CIAED (Congresso Internacional de Educação a Distância) promovido pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância). A sessão solene foi realizada na noite deste domingo, 14 de setembro, em Santos, litoral paulista.
"É um bom momento para a EAD (Educação a Distância) no Brasil. A modalidade já alcançou 2,5 milhões de pessoas. A Universidade Aberta brasileira também cresce substancialmente, com a participação de 71 instituições públicas e 450 pólos espalhados no país. Além disso, percebe-se aumento na produção científica vinculada ao setor, que conta atualmente com mais de 199 títulos", diz o secretário. Esses dados, de acordo com ele, comprovam que o país não está mais atrasado se comparado a outras experiências internacionais. "Conseguimos recuperar o tempo perdido. Mas ainda é preciso avançar na direção da qualidade", acrescenta ele.
Para que a EAD possa cumprir seu papel no desenvolvimento educacional brasileiro, na opinião de Bielschowsky, ela precisa alinhar sua expansão a um padrão mínimo de qualidade. "No entanto, nem todas as experiências existentes no país conseguem integrar esses dois elementos", afirma ele, que vê a mudança desse cenário como um dos grandes desafios do setor. "Precisamos seguir essa trajetória de crescimento, mas sem se esquecer da qualidade", declara ele.
Data: 15/9/2008
Fonte: Universia
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