Parceria de Intel e Secretaria de Educação de SP quer treinar 200 mil docentes
Nos próximos dois anos, entre 100.000 e 200.000 professores de 4.000 escolas públicas do Estado de São Paulo serão treinados para melhorar a integração da tecnologia no currículo escolar. Este é o objetivo de um acordo entre a Intel e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, anunciado nesta quinta-feira.
"Investimos em todo o mundo cerca de 100 bilhões de dólares em programas ligados à educação", afirma Craig Barrett, chairman da Intel.
O curso será oferecido a docentes de instituições educacionais que atendem alunos do Ensino Médio e Fundamental. O treinamento contará com aulas presenciais e a distância e será composto do curso fundamentos básicos e da versão on-line do curso essencial do programa Intel Educar.
Os professores que concluírem a capacitação receberão um certificado oficial. As aulas serão ministradas pela Fundação Bradesco, braço da Intel no Brasil para os treinamentos.
"Acreditamos piamente que a sala de aula do futuro será com um computador por aluno, orientado pelo professor. O desafio é mudar a cultura milenar de giz e quadro negro", diz Mário Hélio, diretor da Fundação Bradesco.
Nivaldo Marcusso, CIO da Fundação Bradesco, explica que, além de treinar os professores, a Fundação Bradesco busca o apoio da iniciativa privada para implantar recursos tecnológicos em salas de aula das escolas cujos professores participam do treinamento. Desde 2001, quando o programa educacional da Intel começou no país, 120.000 mestres foram treinados.
A empresa também inaugurou nesta quinta-feira, na unidade da Fundação Bradesco em Campinas, SP, um centro de educação digital, que reúne equipamentos de diversos fabricantes desenvolvidos para uso educacional. Um deles é o WeDo Educacional, da Lego, que permite aos estudantes criar e programar suas soluções usando peças Lego e um software instalado nos computadores Classmate.
IBM, MIT, Positivo e USP são outras instituições com produtos no centro, que conta com recursos de ponta, como tecnologia RFID que identifica quando o aluno entra na sala de aula e altera a luz ambiente de acordo com a disciplina ensinada. Matérias exatas usam luz fria, já as humanas, iluminação quente.
A tecnologia de reconhecimento facial identifica o estudante, automatiza o banco de dados de assiduidade e mostra o perfil do estudante. Uma escola do futuro, com o uso intenso de recursos tecnológicos custa, em média, entre 30% e 40% a mais do que uma instituição tradicional, estima Marcusso.
O centro é apontado como um espaço para apresentar o uso da tecnologia na sala de aula e para promover a avaliação do uso das soluções. "Nem toda inovação é viável, do ponto de vista financeiro, mas gera papers", pondera Marcusso, acrescentando que um dos objetivos é criar um movimento no Brasil para melhorar resultados ligados ao uso da tecnologia na educação.
De acordo com Marcusso, é difícil estimar o tempo médio de desenvolvimento dos equipamentos e da prova conceito. Há casos em que o desenvolvimento leva três meses e a prova conceito outros dois; outras vezes, a avaliação demora um mês e a elaboração outros seis meses.
Data: 10/13/2008 12:00:00 AM
Fonte: ComputerWorld